Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Pirenópolis, Meia Ponte, Goiás, Brasil

Arquitetura religiosa

As obras da igreja iniciaram‐se no mesmo ano do início da ocupação do território de Meia Ponte, ou seja, em 1728. Foi edificada em etapas, tendo sua feição final composta de duas torres a circundar o volume principal, arrematado por frontão triangular com óculo central. Segundo Jayme, o português Alexandre Pinto Lobo de Sá foi um dos grandes responsáveis pela sua construção, juntamente com a Irmandade do Santíssimo Sacramento. O rico trabalho em talha, o forro da capela‐mor, atribuído ao meiapontense Inácio Pereira Leal, e a escala monumental do edifício, expressa em linhas simples, foram reconhecidos como património nacional na década de 1940. Esse exemplar do barroco goiano chegou até à contemporaneidade como um conjunto íntegro. A edificação passou por obras e intervenções ao longo dos anos, sendo a finalizada em 1999 considerada a mais importante, por trazer à luz alguns elementos artísticos escondidos há anos. Em uma madrugada de 2002, labaredas queimaram o mais rico testemunho sacro goiano. Não tardou para as obras se iniciarem, devolvendo três anos depois o principal monumento da cidade. A arquitetura foi restaurada; no entanto, os elementos artísticos haviam sido perdidos para sempre. A solução foi uma intervenção contemporânea que lançou mão da memória local: na capela‐mor foi colocado o altar principal da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, extinta em meados do século XX. Assentada em cota mais alta do centro, a Matriz está presente na paisagem de vários pontos da cidade. Seu largo, onde outrora eram encenadas as Cavalhadas, foi mutilado por edificações de grande escala que não condizem com a leitura do espaço. Do adro, Saint Hilaire viu o panorama que acreditava ser o mais bonito de suas viagens pelo Brasil.

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