Forte e Capela de Nossa Senhora da Penha

Forte e Capela de Nossa Senhora da Penha

Karanja [Caranjá/Uran], Área Metropolitana de Mumbai (Bombaím), Índia

Arquitetura militar

A fortificação de Nossa Senhora da Penha de Caranjá desenvolveu‐se em redor de uma ermida ou capela com o mesmo nome, situada no topo de uma montanha na parte sul da península de Caranjá. Este território na zona ocidental da baía de Bombaim teve uma presença portuguesa significativa entre 1534 e 1739, especialmente devido à exploração de salinas. A sua povoação principal - hoje Uran - era defendida pelo Forte de São Miguel de Caranjá, que desapareceu por completo. Dentro deste forte morava o capitão do cassabé de Caranjá, pertencen‐ te ao distrito de Baçaim da Província do Norte. Em toda a península, para além da Capela de Nossa Senhora da Penha, existiam pelo menos cinco estruturas religiosas, as quais se distribuíam, em 1621, por duas paróquias dependentes de missionários franciscanos. Enquanto a ermida da Penha existia já em 1604, a fortificação envolvente data provavelmente da guerra luso‐marata de 1683‐1684. Os portugueses estiveram então sitiados no topo do monte durante três meses. Em 1686, prosseguiam as obras de uma cisterna dentro do perímetro da fortificação, ordenadas pelo vice‐rei Francisco de Távora. Um relatório datado de 1728 assinalava seis peças de artilharia na estrutura defensiva, que estava guarnecida por cinquenta soldados. A ascensão para as ruínas da capela e fortificação de Nossa Senhora da Penha efetua‐se através de uma estreita e sinuosa escadaria na vertente norte da montanha de Dronagiri, cerca de um quilómetro a sul de Uran. Ultrapassada a entrada da fortificação, existe um terreiro com vestígios de cisternas e as ruínas da capela. Esta apresenta duas torres sineiras e uma fachada de desenho sóbrio. O interior é completamente abobadado, tanto na zona do altar como na nave - o que demonstra a importância desta estrutura religiosa. Através de descrições coevas sabe‐se que a capela tinha o seu interior forrado com ex‐votos que retratavam os milagres atribuídos à imagem de Nossa Senhora. Por detrás do campanário, do lado esquerdo, encontram‐se vestígios de dependências anexas à capela. Atualmente, existem vários locais sagrados hindus espalhados pela montanha de Dronagiri, provavelmente reativados após 1739, data em que os sucesso‐ res de Kanhoji Angriá conquistaram a península de Caranjá. Em 1774, os ingleses ocuparam a península, instalando um farol sobre as estruturas do forte português

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