Igreja de Nossa Senhora do Amparo

Igreja de Nossa Senhora do Amparo

Mandur, Goa, Índia

Arquitetura religiosa

A Igreja de Nossa Senhora do Amparo em Mandur, fundada em 1710 por iniciativa do gauncar Dionísio Ribeiro e da sua esposa Angélica Rodrigues, elevada a sede de paróquia própria em 1717, é uma das mais características igrejas setecentistas das Ilhas e, neste sentido, é uma das primeiras igrejas goesas. É um edifício de nave única retangular formando uma caixa larga, baixa e comprida, coberta por telhado. A capela‐mor tem uma abóbada de arestas com penetrações. As paredes laterais da nave e do santuário são articuladas por dois níveis sobrepostos de nichos de planta quadrangular muito pouco profundos, albergando portas ou janelas e coroados com semicúpulas côncavas concheadas sem paralelo em Goa, constituindo uma espécie de compromisso ou solução alternativa entre o nicho lateral reto da tradição e o nicho semicircular das novas igrejas goesas. Pilastras sobrepostas separam os nichos ao longo da nave. A fachada principal é muito provavelmente a mais apelativa de todas as fachadas goesas. Enquadram‐na duas torres muito simples organizadas em quatro ordens, os vãos com calmos frontões triangulares. A secção central, também composta por quatro ordens, não é, porém, nada simples ou calma - muito pelo contrário: é articulada por gordas colunas torsas de entalhapdor, tem janelas e portas de lintel curvo, ao centro há um óculo, no topo um templete esculturalmente denso albergando a imagem de Nossa Senhora coroado pelas asas da águia que simboliza a Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, ali colocada por razões desconhecidas, que se erguem como espigões apontados ao céu. Dos lados desabam volutas enroladas sobre si mesmas ou em forma de chacra, como não se vêem em qualquer outra igreja de Goa.

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