Igreja de Santana

Igreja de Santana

Catu, Bahia, Brasil

Arquitetura religiosa

Do alto de uma praça, a Igreja Matriz debruça‐se sobre o vale do Rio Catu e vigia a cidade que se espraia descuidada pela encosta. Frente a ela, duas alas de palmeiras imperiais montam guarda, como era uso no século XIX, para atrair olhares e estabelecer a importância da edificação. Construída em fins do século XVIII, seguia o partido utilizado em outras igrejas matrizes e de irmandades. Tinha apenas uma nave, ladeada por corredores superpostos por tribunas, e capela‐mor guarnecida lateralmente por sacristias, sobre as quais havia consistórios. Mas essa forma original não resistiria à evolução do tempo e do gosto dos fiéis. Inscrita na fachada, a data de 1871 indica provavelmente o ano em que o neoclássico invadiu a Matriz, substituindo as paredes da nave por duas ordens de arcadas, transformando em naves laterais os corredores e em batistério uma das sacristias. Na fachada, janelas e portas tiveram as vergas em arco abatido transformadas em arco pleno e logo valorizadas pela decoração em massa que inseriu frontões clássicos sobre os vãos. Escaparam à modernização as torres de velho coroamento piramidal revestido por azulejos, o frontão barroco, a bela pia batismal em pedra de lioz com decoração em gomos e as fachadas secundárias, que conservaram as vergas em arco abatido, típicas do século anterior. Em meados do século XX, a descoberta de petróleo na região estimulou nova reforma da Matriz. As naves, capela‐mor e batistério foram revestidos por azulejos e o altar do batistério recebeu uma tela de Caribé, representando figuras típicas do Nordeste.

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