Igreja Matriz e Ruínas do Hospício

Igreja Matriz e Ruínas do Hospício

Alhandra, Paraíba, Brasil

Arquitetura religiosa

Alhandra originou‐se do aldeamento franciscano de Nossa Senhora da Assunção (Aratagui), fundado em 1589. Havia jesuítas na região em 1703, mas em 1746 o aldeamento estava com os oratorianos. Talvez aproveitando o pequeno convento dos franciscanos, de que fala Willeke, eles construíram um hospício (incendiado em 1850), cujas ruínas hoje contornam a igreja, e também, provavelmente, esta última (com data de 1740 na fachada). A elevação a freguesia e vila veio em 1765, entre as refundações pombalinas. No período colonial, a povoação tinha uma modesta produção de géneros de subsistência - a produção açucareira tornou‐se expressiva apenas no século XIX. Em 1810, a existência de quadras ao redor do pátio missionário chamou a atenção do viajante inglês Koster; desde então, quase metade dele foi ocupada por construções. A igreja, mesmo anterior a 1765, tem dimensões de matriz, e a espacialidade de sua nave única era mais complexa, em função do hospício arruinado. O retábulo perdeu‐se, mas restam guarda‐corpos torneados e almofadados. A portada com frontão em arco partido e as três janelas iguais do coro são incomuns na Paraíba, e talvez se devam aos oratorianos ou à proximidade com Taquara e Goiana. Provavelmente, os ornamentos acima das janelas e o frontão com volutas são posteriores à cantaria, que é bastante coerente em sua sobriedade. Classificada estadualmente em 2004, a igreja teve obras de restauro concluídas em 2007.

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