Arquitetura Militar

Arquitetura Militar

Al Hazm, Golfo Pérsico | Mar Vermelho, Omã

Arquitetura militar

É António Bocarro que nos conta, por alturas do vice‐reinado do conde de Linhares (1629‐1635) e no reinado de Filipe III, que no Forte de Qurayat não havia senão espingardas e que o Forte de Sib estava provido apenas de artilharia miúda, mas que em todo o sistema defensivo de Mascate, que incluía fortes e revelins, se encontrava um total de vinte e três peças de artilharia, tal como existiam também no Forte de Sohar outras seis peças. Se a quase totalidade da artilharia mencionada se perdeu, resta o canhão do Forte de Nizwa (Nizwa), assim como outros quatro de maior dimensão que foram levados para o Forte de al Hazm, a trinta quilómetros do litoral, na costa de Batinah. O Forte de al Hazm foi construído em 1711 pelo sultão imã bin Seif, quando a capital foi transferida de al Rustaq, e restaurado em 1996. Os canhões de bronze, provavelmente com três metros de comprido, talvez fundidos em Lisboa, ostentam as armas reais de Espanha e um escudo com as armas do marquês Juan Vasquez de Acuna, que era capitão‐general de artilharia de Espanha, à qual Portugal estava subordinado. Existem no Museu Militar de Lisboa dois canhões semelhantes a estas peças, fundidos em Lisboa entre 1605 e 1625, por Fernando Balestros.

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