Arquitetura Militar

Arquitetura Militar

Cunene, região, com Xangongo [Vila Roçadas], Cunene, Angola

Arquitetura militar

Dada a ocupação tardia do território e a grande resistência da população local à colonização, destaca‐se por toda a província a construção de estruturas militares no início do século XX. A primeira, na margem esquerda do Rio Cunene, terá sido o Forte Roçadas, construído em 1906, que dará origem à Vila Roçadas, atual Xangongo. A localização deste posto, aliada à presença do forte militar e à proximidade do Rio Cunene, levou a que este núcleo se desenvolvesse mais do que os restantes (excetuando Ondjiva); por isso deu origem a um plano de urbanização, datado de 1972. Ao posto de Xangongo seguiram‐se o Posto Militar do Mulondo, também junto ao Rio Cunene, construído em 1907; o Forte D. Luís de Bragança, no Cuamato, igualmente de 1907; o Forte de Caiundo, no Alto Cubango, construído em 1909; o Forte Caju, no Cunene; o Forte de D. Manuel, no Evale. Este movimento continuou a partir de 1910, quando se construíram os fortes de São João de Pocolo, Otoquero e Cafima, ou seja, até ao fim da campanha de 1915. Apesar da sua importância estratégica e militar, estas estruturas eram construídas com recurso a materiais precários (pau‐a‐pique e adobe), o que, aliado ao distanciamento histórico e ao período de conflitos armados, levou a que grande parte delas se tenha perdido, parcial ou completamente. Noutras vilas, onde a presença portuguesa se fez assinalar através das edificações de carácter administrativo e de equipamentos coletivos (postos de administração, escolas e postos de saúde), a arquitetura reflete a expressão do início do Estado Novo. As principais sedes de município daquela província são ainda servidas por estes edifícios. É o caso de Oncócua - antiga Vila Aviz, a Cahama, o Cuvelai, Namacunde e o Humbe.

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