Campo de Concentração

Campo de Concentração

Tarrafal, Ilha de Santiago, Cabo Verde

Equipamentos e infraestruturas

Criado por decreto‐lei de 23 de Abril de 1936, o Campo de Concentração do Tarrafal, símbolo por excelência da política repressiva do regime político salazarista, seguiu o modelo de campos análogos da Itália fascista e da Alemanha nazi. Depois de um período em que por aí passaram trezentos e cinquenta e sete deportados, entre 1936 e 1954, foi reaberto em 1961, passando a partir de então a receber prisioneiros das colónias portuguesas ligados aos movimentos de libertação africana, sobretudo da Guiné, e de Angola, até à libertação dos presos pela população da ilha em 1 de Maio de 1974. É constituído por um amplo recinto murado, com pavilhões de construção muito rudimentar, algumas celas e outros anexos, entre eles a chamada "enfermaria". Para as punições mais severas usava‐se a "fritadeira", bloco de cimento com duas divisões de 3x3 metros, cada qual com sua porta blindada de ferro e um pequeno buraco respiratório, onde os prisioneiros eram sujeitos ao isolamento, fome, asfixia lenta, calor sufocante de dia e frio noturno. O Campo do Tarrafal foi em 2005 incluído na lista mundial dos dez edifícios do século XX com maior significado histórico‐arquitectónico de entre a centena em perigo de destruição.

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