Forte

Forte

Limah [Lima], Golfo Pérsico | Mar Vermelho, Omã

Arquitetura militar

O desenho do mapa político do Sultanato de Omã tem traço português não apenas quando Mascate foi escolhida como principal urbe do litoral, em detrimento de Sohar, mas em todas as demais posições da costa do Golfo de Omã, como é o caso do enclave de Madhah e também de toda a península de Musandam (Muçadão). A importância do controle do Estreito de Ormuz determinou na geoestratégia portuguesa a fortificação de importantes lugares desta península escarpada e recortada no cabo da costa omanita. São disso exemplo Khor Fakkan (Orçafão), Diba (Doba), Limah (Lima) e Al Khasat (Caçapo).
Em 1624, o Forte de Limah, que já fora português, estava ocupado pelos persas, sendo um dos lugares onde se refugiaram depois de a chegada do capitão geral do Mar Roxo os ter desalojado de outras posições mais importantes. Porque este forte era importante para o efetivo controle do estreito, Rui Freire de Andrade, no mês de abril, organizou uma armada e dirigiu-se a Lima. Aí deparou-se com o problema da fortaleza estar situada numa serra, que a artilharia não podia alcançar. Assim, como os persas não quiseram render-se confiados na superioridade dos seus quatro centos soldados, Freire de Andrade deu ordem de ataque e "mandou preparar de boas armas trezentos homens Portugueses com seus Capitães ordenados e quatrocentos Lascarins [...] subiram à serra e fortaleza a qual com aquele primeiro ímpeto entraram de assalto [...] arrasou-se a fortaleza, não ficando naquele sítio coisa com vida, nem pedra sobre pedra".

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