Palácio Arquiepiscopal (Colégio dos Jesuítas)

Palácio Arquiepiscopal (Colégio dos Jesuítas)

São Luís, Maranhão, Brasil

Equipamentos e infraestruturas

Os jesuítas tomaram parte na "Jornada Milagrosa", que já vinham preparando havia anos, e trataram de ocupar na nova cidade um amplo espaço na acrópole, voltado ao mar, para construir a sua igreja e residência. Assim, começou o padre Luís Figueira a erguer em 1627 o Colégio de Nossa Senhora da Luz, de que era muito devoto, dando fim ao primeiro corredor, o do lado norte, escondido na cerca, e que foi o primeiro edifício construído em pedra e cal na cidade. Aí se instalou o colégio, com aulas de leitura, escrita, contas e gramática, coisa que nunca se tinha visto no Maranhão. Em 1659, sendo superior o padre António Vieira, fez-se por seu próprio desenho o corredor poente, na fachada, algo mais alto que o anterior; e por fim o Noviciado instalou‐se no corredor de nascente, principiado havia bastantes anos, em 1681, mas só terminado em 1727. Foram todos igualados em altura, para dar uniformidade ao edifício, pelo padre João Filipe Bettendorf, como ele próprio conta. Assim se formou um quadrado perfeito, "de 40 braças em quadra", com a igreja de flanco virado a sul para a cidade. Quando da expulsão dos jesuítas em 1761, o colégio destes foi fechado e entregue ao bispo. Passou a funcionar como residência episcopal, situação em que se manteve até meados do século XIX, quando caiu em franca decadência - sendo o último sinal de obras o belo portal neoclássico da cerca traseira, datado de 1825. Deve ter deixado de ser habitado pouco depois. Os restauros modernos feitos ao lado, na catedral, beneficiaram bastante o seu aspecto, tanto interior como exterior: em particular o do corredor da fachada - correspondente ao feito pelo padre Vieira -, muito transformado para ser o Colégio Marista. O ex‐Colégio Jesuíta é edifício proeminente na cidade: em 1696 era maior que o de São Roque em Lisboa.

Loading…