Ruínas do Engenho do Murutucu

Ruínas do Engenho do Murutucu

Belém, Pará, Brasil

Habitação

Landi comprou em 1766 a fazenda e o Engenho do Murutucu, na margem esquerda do igarapé (braço de rio) do mesmo nome, nas imediações da cidade de Belém, a Domingos da Costa Bacelar. Aqui terá falecido em 1791, de acordo com uma notícia inserida nas atas da Academia Clementina, em que a ilustre instituição era informada da morte do seu "académico de número", ocorrida na fazenda do "Morticu". Das casas da fazenda restam poucos vestígios, mas mantêm‐se ainda de pé as imponentes ruínas da capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, recentemente limpas da vegetação e consolidadas, onde ainda é visível o arco da tribuna que comunicava com o sobrado vizinho. A análise da estrutura demonstra inequivocamente a autoria de Landi, na modinatura dos elementos arquitetónicos e decorativos comuns a outras obras suas, nomeadamente o Palácio dos Governadores (idênticas molduras contornando os vãos das portas), a nave da Igreja do Carmo em Belém e da anexa Capela da Ordem Terceira (parástases semelhantes) e ainda a capela do Palácio dos Governadores e a Capela Pombo (uma idêntica composição da estrutura retabular). A estrutura descarnada do edifício permite ainda observar uma técnica construtiva por ele utilizada nas obras realizadas em Belém, trazida de Bolonha, onde era vulgar o emprego de placas de tijolo sobrepostas em molduras, entablamentos e fustes de colunas. Este material de construção era produzido na olaria situada nesta mesma fazenda, segundo informação manuscrita do próprio Landi.

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