Igreja Matriz de São Gonçalo

Igreja Matriz de São Gonçalo

São Gonçalo dos Campos, Bahia, Brasil

Arquitetura religiosa

São Gonçalo dos Campos ainda guarda a ambiência de cidadezinha antiga. Na tranquilidade da grande praça central, arborizada e rodeada de casario, a Igreja Matriz se assenta, majestosa, olhando o coreto. A Capela de São Gonçalo dos Campos existia desde o século XVII, mas após a elevação do povoado a freguesia (1696) Romão Gramacho Falcão, poderoso bandeirante, financia a construção da nova igreja que, à semelhança da Matriz de Santo Amaro da Purificação, de onde era natural, incorpora um falso transepto, janelas rasgadas no pavimento superior e uma capela do Santíssimo. Aparentemente devido à sua morte, em 1772, a fachada ficou inacabada até ao século XIX, como sugerem o frontão singelo e a cornija em arquivolta das torres. O edifício segue o partido das matrizes e igrejas de irmandade, mas apresenta também o falso transepto das igrejas jesuíticas luso‐brasileiras. A fachada estrutura‐se em três corpos. No corpo central, três portadas, com vergas lobuladas e decoração em pestana, alinham‐se verticalmente com três janelas rasgadas de vergas em arco abatido. Sobre elas, o frontão triangular azulejado coroa o conjunto. As torres, com terminação em mitra, também revestidas por azulejos, apoiam‐se sobre uma base que oblitera os ângulos inferiores do frontão. Internamente, apenas o altar do Santíssimo conserva a talha original. Ao longo da nave e capela‐mor subsistiram painéis de azulejos figurados com representações da vida de São Gonçalo, que Santos Simões situa como de fabricação lisboeta, vulgar, datada de 1770 aproximadamente. Destacam‐se ainda uma pia batismal e lavabo em mármore.

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