Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo

Piracuruca, Piauí, Brasil

Arquitetura religiosa

Diz a tradição ter sido construída como dádiva de salvação à Santa, de seus beneméritos, os irmãos portugueses José e Manuel Dantas Correia, "se ela os livrasse das mãos dos bárbaros indígenas..." Na cartela sobre a porta principal surge a data de 1743. É uma das mais fortes expressões arquitetónicas do Piauí colonial. O partido se aproxima ao da Matriz de Oeiras. A maior diferença fica por conta do transepto, constituído de capelas rasas. Das proporções do templo, intriga a altura das torres, acanhadas em relação às dimensões do frontispício. O frontão de empena retilínea, com catetos suavizados de pequenas ondulações e volutas, dá expressão plástica além da simples vedação. Silhueta que se insere no corolário tardo‐barroco, marcando a transição entre a típica rigidez e formas livres, mais contundentes na segunda metade do século XVIII no litoral leste. Foi construída em sólida alvenaria de pedra, com destaque para os elementos de cantaria que configuram a portada, sobrevergas, socos, escadas, cunhais e enquadramentos. Dentre esses, sobressaem a bacia do púlpito e os esbeltos pilares de sustentação do coro, nascendo das pias de água benta, caracterizando a singularidade desse monumento e exibindo a arte de canteiros anónimos. No século XIX teve a nave revestida de escaiola e o altar de madeira, substituindo alvenaria. Monumento classificado pelo IPHAN em 1938.

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