Campos dos Goitacazes

Lat: -21.754468000599000, Long: -41.324406980069000

Campos dos Goitacazes

Rio de Janeiro, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

As terras correspondentes à capitania de São Tomé formavam uma planície caracterizada por campos entremeados de brejos e alagadiços, cortados pelos rios Paraíba do Sul e Itabapoana. Nelas viviam os índios goitacazes desde o ano 600 DC. Habitavam em palafitas, que formavam aldeias lacustres, e eram considerados guerreiros cruéis e indomáveis. A presença deles dificultou a ocupação portuguesa na região. A ausência de um porto natural no litoral levará o primeiro donatário, Pêro de Góis, a se instalar no interior, ao sul do Rio Itabapoana, onde ergueu a Vila da Rainha em 1539. Essa ocupação inicial não durou muito, diante das dificuldades de enfrentar o clima e os nativos. Em 1619 Gil de Góis, herdeiro do donatário, irá desistir completamente das aspirações de ocupar a região, devolvendo a capitania para a coroa. Nova tentativa de ocupação da região se dará a partir de 1627, quando o governador‐geral do Rio de Janeiro distribui as terras da capitania em sesmarias para sete capitães, que desenvolvem a criação de gado na região. Numa delas, num ponto elevado das margens do Paraíba do Sul, irá florescer um povoado que será elevado a Vila de São Salvador de Campos em 2 de setembro de 1673. A capitania de São Tomé, agora com o nome de Paraíba do Sul, passa ao Visconde de Asseca, que tinha como obrigação a fundação de duas vilas naquele território, uma junto ao mar, São João da Barra, e outra no interior, São Salvador de Campos. No século XIX, o cultivo da cana-de‐açúcar trouxe grande dinamismo à região, transformando a Vila de São Salvador, denominada em 1835 Campos dos Goitacazes, num rico centro urbano.

Habitação

Arquitetura religiosa

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