Angra dos Reis

Lat: -23.010049015582000, Long: -44.318384017950000

Angra dos Reis

Rio de Janeiro, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

A denominação de Angra dos Reis para a grande baía ao sul do Rio de Janeiro surge pela primeira vez no mapa denominado Kunstmann III, datado de 1506. Este mapa português tem suas informações baseadas no levantamento realizado pela expedição de Gonçalo Coelho entre 1501 e 1502. Os navegadores portugueses chamavam angras às enseadas muito abertas, protegidas na terra por costas altas formando um anfiteatro natural. Quando as naus de Gonçalo Coelho entraram, em janeiro de 1502, na grande enseada fechada por mar pela Ilha Grande e por terra pela Serra do Mar, identificaram imediatamente esta como uma grande angra e a batizaram com o nome dos Santos Reis. A povoação que deu origem à atual cidade de Angra dos Reis só vai aparecer representada em 1631, com o nome de Nossa Senhora da Conceição, na Planta do Distrito do Rio de Janeiro, de João Teixeira Albernaz, o velho. Fundada por colonos originários da vila de São Vicente no final do século XVI, localizava‐se originalmente uma légua ao sul, em uma ponta do continente. A importância estratégica da região leva os colonizadores a transferir o povoado para uma área mais ampla e melhor servida de água. A nova povoação é elevada a vila em 1608. A vila, seguindo um padrão comum às povoações do litoral brasileiro, desenvolve‐se ao longo da praia, delimitada de um lado pelo convento dos carmelitas, que se instalaram no atual sítio junto com os primeiros moradores. Em torno dessa primeira ocupação se estruturou a antiga Rua Direita, atual Rua do Comércio. Ela foi o eixo de ligação entre as principais edificações da cidade - a Matriz, os carmelitas, a Casa de Câmara e Cadeia - e onde se estabeleceram os principais comerciantes da vila. No século XVIII, com a exploração do ouro nas Minas Gerais intensifica‐se a ocupação da região, que além de ser acesso ao sertão das Minas, vai desenvolver a produção de aguardente, moeda de troca no comércio de escravos na África. A atual cidade é um dos centros de uma zona de intenso turismo, vivendo um processo de grande transformação.

Arquitetura religiosa

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