Parnaíba

Lat: -2.903928001148600, Long: -41.776261008752000

Parnaíba

Piauí, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

A vila de São João da Parnaíba data de 1762. O sítio inicialmente escolhido foi rejeitado pelos moradores e a sede deslocada para a feitoria do Porto das Barcas. Com regularidade do arruamento, consolidou‐se com cuidados de higiene e preocupações paisagísticas, determinando o arruamento e regulamentando os assentamentos administrativos e residenciais. A disposição dos logradouros, a localização da matriz e da casa da câmara no entorno da grande praça, com o pelourinho nela centrado, projeta a vontade disciplinatória do urbanismo português. A vila caracterizou‐se como entreposto de transações da carne e couramas. Sua natureza portuária com saída costeira, distanciada dos criatórios de gado, proporcionou‐lhe a adoção de modelos e sistemas arquitetónicos do litoral. Por isso sua arquitetura também vai se distinguir, em forma e materiais, da produzida no alto sertão. A referência original do engenho e arte lusitanos das alvenarias de pedra e cal de sarnambi, faiança, lioz e ferro forjado, mescla‐se aos recursos naturais da carnaúba e telha vã, adequando‐se à conveniência do clima equatorial. No que tange à implantação das igrejas, são as únicas setecentistas do Piauí em quadras residenciais. No século XIX, Parnaíba se transforma num grande empório comercial, levando géneros do litoral para o alto sertão, em barcos que subiam o Parnaíba. Com o fim do trabalho escravo, e como expressão de um novo tempo, recebe a arquitetura ferroviária da década de 20 do século XX. No entremeio, lampejos da linguagem ornamental e romântica dos chalés, bangalós, casas de porão alto e pó de pedra, ancoradas em receitas formais de inspiração inglesa, conferindo nova fisionomia urbana. Nessa paisagem, o porto foi a porta de acesso à sociedade costeira e ao intercâmbio de produtos europeus, e a ferrovia o mais forte sinal de articulação com o sertão, depois da navegação fluvial.

Arquitetura religiosa

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