São Sebastião

Lat: -23.761043924511000, Long: -45.412088585243000

São Sebastião

São Paulo, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Elevada a vila em 16 de março de 1636, após a pacificação das tribos de índios tamoios, "São Sebastiam da Terra Firme" foi implantada estrategicamente num amplo canal no litoral norte‐paulista, em frente à ilha de mesmo nome (hoje Ilha Bela), originando‐se de concessões de sesmarias a colonos de Santos, entre 1580 e 1609. No continente, na Enseada dos Guaromins, o núcleo urbano ocupa generosa planície costeira, a de maior amplitude nas adjacências do Rio Juqueriquerê, onde a Serra do Mar se debruça abruptamente no oceano. O canal que separa a ilha do continente é pleno de águas calmas e tem profundidade suficiente para destinar‐se a um grande porto. São Sebastião, da mesma forma que Ubatuba, volta‐se para o mar. O levantamento cartográfico de 1791, pelo engenheiro militar João da Costa Ferreira, atesta um núcleo modesto, com traçado original desenvolvendo‐se em torno de uma rua principal, que acompanhava a curvatura da praia; as vielas transversais abriam‐se em leque. O Largo da Matriz situava‐se com relativo afastamento da orla, arrematado por quatro quadras que margeavam a faixa costeira. Tinha bela Casa de Câmara e Cadeia, situada fora do Largo da Matriz, quase na praia. Segundo a Corografia Brasílica de Manuel Aires de Casal, de 1817, a vila era pequena, de casaria mesquinha e ruas de areia. A iconografia do início do século XX ainda atesta o predomínio de um casario térreo, de beirais largos e vergas de arco abatido, típicas da segunda metade do século XVIII. Datando de fins do século XIX, algumas casas térreas mereceram elementos típicos da arquitetura do Império, tais como platibandas, calhas, vidraças e ferragens. No cenário, sobressaem alguns sobrados. A técnica construtiva usual dos imóveis mais antigos é a alvenaria de pedra, assentada com argamassa de pó de concha e areia, muito comum no litoral. A vila articulava‐se ao planalto, funcionando como porto das povoações do Vale do Paraíba, o que lhe conferia prosperidade sazonal. Inicialmente, sua economia local baseava‐se na cultura do arroz, cana‐de‐açúcar, mandioca e cereais. No final do século XVIII, em plena expansão, chegou a possuir cerca de 25 engenhos ligados ao fabrico de açúcar e de aguardente, prosperando, no século seguinte, com a cultura do café. Em 1875, foi elevada à categoria de cidade. O núcleo urbano foi classificado pelo CONDEPHAAT em 12 de dezembro de 1969. A classificação incidiu sobre sete quadras, além de alguns imó‐ veis isolados como a Capela de São Gonçalo e residências, Casa de Câmara e Cadeia, Igreja Matriz, casa térrea à Rua António Cândido e edifício do Grande Hotel.

Arquitetura religiosa

Equipamentos e infraestruturas

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