Maragojipe

Lat: -12.778364999854000, Long: -38.919500000124000

Maragojipe

Bahia, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Em 16 de janeiro de 1557, D. Duarte da Costa, segundo governador‐geral do Brasil, doa a seu filho, Álvaro da Costa, a sesmaria de Peroaçu ou Paraguaçu. Três anos mais tarde, a sesmaria seria transformada em capitania, confirmada por carta régia de 28 de março de 1566. Entre 1574 e 1578, instalaram‐se na capitania alguns engenhos de açúcar. A povoação nasceu, por razões de segurança, em uma península envolvida por manguezais e delimitada pelo Lagamar do Iguape, na bacia do Rio Paraguaçu, e o seu afluente Guaí. Em meados do século XVII é criada a freguesia de São Bartolomeu, desmembrada de Ajuda de Jaguaripe, que é elevada a vila em 1724. O primitivo núcleo teria nascido no local conhecido como "O Rio", na borda do lagamar. Mas, em meados do século XVII, com a construção da Matriz no topo da colina, cria‐se um novo centro, consolidado com a construção, oitenta anos depois, da Casa de Câmara e Cadeia. A capitania seria comprada pela coroa, em 1733, com base em provisão real de D. José I de Portugal. Em 1759, a freguesia de São Bartolomeu possuía 886 casas e 5.684 almas. Maragojipe se desen‐ volveu como porto de apoio à rota marítimo‐fluvial que terminava em Cachoeira. Durante o século XIX, em con‐ sequência da crescente importância do fumo, ganha melhorias, como ligação terrestre com São Félix (1807) e a vapor para Salvador (1839), criação das cadeiras de primeiras letras e de latim e instalação de fábricas de charutos. A transformação da vila em cidade se deu em 8 de maio de 1850. Maragojipe foi berço do jurisconsulto António Pereira Rebouças, pai dos engenheiros André e António Rebouças. Embora alguns edifícios sejam classificados pelo IPHAN, o Centro Histórico não goza de nenhuma proteção.

Arquitetura militar

Arquitetura religiosa

Equipamentos e infraestruturas

Habitação

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