Bandar-e Kong [Bandar Congo]

Lat: 26.592500063102000, Long: 54.937778012648000

Bandar-e Kong [Bandar Congo]

Golfo Pérsico | Mar Vermelho, Irão

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Bandar Congo é uma povoação portuária situada na província de Hormozgan, localizada no sul do Irão, confrontando com o Golfo Pérsico. No século XVII, era definida como uma vila aberta situada à beira de uma praia com uma população de cerca de trezentos vizinhos, entre os quais persas, árabes, baneanes e portugueses. Rui Freire de Andrade, sendo capitão-mor do Estreito de Ormuz e geral de Mascate, abriu este porto e fez com que o lugar que, anteriormente, era apenas uma pobre aldeia de pescadores se transformasse num local com uma dinâmica comercial intensa, onde afluíam muitos mercadores, devido às naus vindas da Índia que ali paravam. Em finais de novembro de 1624, Rui Freire de Andrade recebeu a proposta dos persas para a suspensão da guerra pela reconquista de Ormuz, durante o período de um ano, e, em troca, estes ofereciam-lhe a possibilidade de "pôr alfândega em um dos portos da Pérsia, dando-se passaporte às embarcações persas para navegarem livremente". Neste âmbito, fez se um acordo que permitia aos portugueses fazerem comércio no Congo, dado a escolha ter recaído precisamente sobre este porto, e, mesmo que, após um ano de tréguas, se voltasse à guerra com os persas para se reconquistar Ormuz, as condições relativamente ao Congo manter-se-iam. Desta forma, todos os anos, os persas pagariam um tributo ao rei de Portugal que consistia em cinco cavalos e metade do rendimento da alfândega. Por outro lado, Rui Freire de Andrade obrigava as naus vindas dos portos de Ormuz e do Comorão a dirigirem-se ao porto do Congo e, neste sentido, enviou para o Estreito de Ormuz uma esquadra de fustas com a finalidade de controlar a navegação nesta área geográfica. Ficou ainda acordado que, no caso de alguma embarcação portuguesa que navegasse no percurso do Congo ser capturada pelos ingleses ou holandeses, teriam os persas que a tomar e entregá-la, sem qualquer dano. O feitor português da alfândega daria passaportes às embarcações da Pérsia para navegarem livremente, sem receio das armadas portuguesas. Para além deste oficial, existiam ainda na feitoria do Congo, em representação das autoridades portuguesas, o vedor da fazenda e o escrivão da alfândega, bem como outros oficiais como o sacador, os guardas e os avaliadores.

Arquitetura militar

Arquitetura religiosa

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