Inhambane

Lat: -23.866616985255000, Long: 35.381191994484000

Inhambane

Inhambane, Moçambique

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Como local urbano, Inhambane recebeu uma primeira fixação em 1727-1730 e teve carta régia em 9 de maio de 1761. A soberania portuguesa foi reconhecida em 1763, datando a elevação a vila de 1764. No final do século XVIII havia na povoação uns duzentos cristãos. Em 1781, uma fonte portuguesa referia no local uma paliçada, que envolvia e protegia a igreja, as moradias do capitão e do padre, e uma pequena horta. O núcleo nascente compreendia o Forte de João da Boavista e a Praça de Nossa Senhora da Conceição. Em 1858 já contava cerca de 4.000 habitantes, três quartos dos quais escravos. O forte referido mantinha-se quase um século depois, em 1862-1878. A planta de 1885 desenhava um espaço urbano assente numa retícula irregular, com algumas habitações no centro, onde se implantava a Praça de Nossa Senhora da Conceição, local atual dos principais edifícios públicos (igreja, fazenda, capitania, governo, administração). A praça está igualmente referenciada numa Planta da Fortificação de Inhambane de 1821. Cem anos depois, cerca de 1928, Inhambane era a povoação da colónia, mas só foi elevada a cidade em 1956. É conhecido o Mapa geral de Inhambane e área envolvente, da Direção de Serviços de Agrimensura, executado sobre fotografia aérea de 1948 e atualizado em 1958. Conhece-se igualmente o Plano de Urbanização de Inhambane, de 1956, por João António de Aguiar, e um Plano de Urbanização de Inhambane e Maxixe, por João José Tinoco, de 1967. A norte do território de Inhambane, situa-se o Arquipélago do Bazaruto, que inclui seis ilhas, sendo a mais importante a de Bazaruto (ou de Santa Carolina). São costeiras, perto do povoado de Vilanculos. Foram cedidas aos portugueses em 1722 e ocupadas efetivamente em 1855, com a edificação de um presídio na ilha principal. Monumentos e Estatuária Monumento a Vasco da Gama, no jardim central de Inhambane (erigido em 1960). Sobre um pedestal de gosto art déco tardio, de proporção vertical, com a inscrição comemorativa, erguese a estátua, figurativa e realista.

Arquitetura religiosa

Equipamentos e infraestruturas

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