Nova Oeiras

Lat: -9.446921998609900, Long: 14.407218989707000

Nova Oeiras

Kwanza, Angola

Enquadramento Histórico e Urbanismo

A política iluminista do governador Sousa Coutinho levou‐o a criar na colónia estruturas que dinamizassem a economia, aproveitando os seus recursos minerais em ferro. Nesse contexto se insere a Real Fábrica do Ferro de Nova Oeiras, erguida no vale do Rio Luinha, afluente do Lucala, onde existiam jazidas desse minério. Enquanto empreendimento estatal, o seu produto final seria destinado ao consumo em Angola e no Brasil. Em 1765 foram adotados os processos de fundição e forja praticados pelos ferreiros locais; iniciada em 1766, a construção da fábrica sofreu várias interrupções devido à elevada mortalidade dos mestres fundidores, latoeiros e carpinteiros europeus trazidos de Portugal e da Biscaia para concretizar o projeto. Além das edificações em pedra, foram construídas as rodas hidráulicas e dois foles para a fundição, que iriam aproveitar a força motriz do Luinha. A mão‐de‐obra africana (fundidores e artífices, alguns deles escravos) e cerca de quatrocentos escravos ocupados na recolha e lavagem do minério, recolha de lenha, etc., haviam sido cedidos pelas chefias africanas avassaladas. Em 1769 concluiu‐se a represa, que atingia os doze metros de altura. Em 1772, com a partida de Sousa Coutinho, as obras não concluídas foram sucessivamente adiadas e a fábrica foi finalmente abandonada cerca de 1800. Numa tentativa de transferência da tecnologia de fundição, "o projecto de Nova Oeiras vale como a primeira tentativa de aproveitar em África (subsaariana), a energia hidráulica com fins de produção em massa" (Venâncio, 1996).

Equipamentos e infraestruturas

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