Cametá

Lat: -2.254063888888900, Long: -49.512283333333000

Cametá

Pará, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Tradicionalmente, o início da ocupação da região de Cametá é atribuído a Frei Cristóvão de São José, um frade capuchinho que, por volta de 1620, teria começado a missionar entre os índios caamutás que viviam nas imediações do Rio Tocantins. A origem do nome da tribo é uma junção de vocábulos tupis "caa" - mato e "muta" - degrau, que aludem ao suposto facto dos nativos morarem ou instalarem‐se no alto das árvores à espera da caça. A missionação terá fornecido as bases de um primeiro povoado, com uma pequena ermida, conhecido como Camutá‐Tapera. Em 1637 foi obtida a confirmação régia da doação da capitania do Camutá a Feliciano Coelho, filho do primeiro governador do Estado do Maranhão e Grão Pará, Francisco Coelho de Carvalho. O donatário fundou então a Vila Viçosa de Santa Cruz de Cametá, de onde partiu, ainda em 1637, a famosa expedição de Pedro Teixeira, que alcançaria Quito subindo o Rio Amazonas. Em 1754, Francisco Albuquerque Coelho de Carvalho, descendente do primeiro donatário, cedeu, por uma pensão anual de três mil cruzados, seus direitos sobre a capitania de Camutá, que foi incorporada aos domínios da coroa. A estrutura urbana da vila organizou‐se em ruas sensivelmente paralelas ao Rio Tocantins. Em 1839, Baena descreve a vila dizendo que tinha três ruas paralelas ao rio e dois largos, o da Matriz e o das Mercês; afirma ainda que em 1749 a vila constituía‐se de uma pequena rua de casas humildes, só duas com cobertura de telha. A contínua erosão da margem fez com que as primeiras vias tenham já ruído.

Arquitetura religiosa

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