Pilar de Goiás

Lat: -14.761325000000000, Long: -49.570002777778000

Pilar de Goiás

Goiás, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

A descoberta de ouro na região conhecida pelos índios por Papuan é atribuída a João de Godoy Pinto da Silveira em 1741, quando estava à procura de negros fugidos. Por algum tempo, o núcleo foi conhecido por Papuan, que correspondia ao capim encontrado em abundância naquela região. Implantadas entre as serras do Muquém, Boa Vista e da Pendura, desenvolveram‐se rapidamente as minas do arraial Nossa Senhora do Pilar. O ouro era extraído nos ribeirões próximos, principalmente no Rio Vermelho, localizado ao sul do núcleo. O conjunto urbano era formado por ruas alinhadas e retas, constituindo travessas em alguns desses cruzamentos. As praças eram escassas, facto curioso relatado por viajantes que lá estiveram no século XIX e constatado atualmente ao se observar o conjunto remanescente. Importante ponto de encontro era o adro da matriz, que abrigava majestoso campanário de estrutura de madeira e um dos chafarizes que abasteciam o arraial. Segundo Dubugras, a Capela de Nossa Senhora do Pilar foi curada em 1751 e colada quatro anos depois. Devido à importância e influência que exercia perante os arraiais vizinhos, Pilar era cabeça de Julgado, sendo elevada a vila em 1831, instalando‐se somente dois anos mais tarde. Era dos núcleos mais prósperos da capitania na década de setenta do século XVIII, concorrendo em importância com a capital, Meia Ponte e Traíras. O conjunto era composto sobretudo por casas térreas, que já estavam em franca decadência na primeira metade do século XIX, em virtude da escassez do ouro, segundo informa Pohl. Cunha Mattos confirma o facto, que acometia todas as casas, das mais modestas às mais requintadas. Mesmo em estado de pobreza, não deixaram de registar o apurado trabalho de certas residências. A mesma sorte tiveram as igrejas. Dos quatro templos que existiam no próspero arraial, somente a Ermida de Nossa Senhora das Mercês revela a arquitetura religiosa de Pilar do século XVIII. As igrejas do acesso sul, correspondentes a Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora da Boa Morte, há muito foram extintas, e a Matriz de Nossa Senhora do Pilar ruiu no início do século XX. Cunha Mattos a classificou como sendo espaçosa, rica e bela, possuidora de sete altares. A matriz atual foi edificada em 1922 no adro da anterior, em uma escala menor, seguindo a mesma arquitetura da original, segundo reza a tradição oral local. Dubugras aponta que parte do material utilizado na construção da Matriz foi proveniente da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, inclusive alguns dos altares, compondo o arranjo atual da capela‐mor. Pelo isolamento que sofreu após o ciclo do ouro, Pilar conservou um rico acervo arquitetónico em seu sítio histórico, guardando exemplares únicos, como a pequena Casa de Câmara e Cadeia, e parte do casario, que ainda conserva características do século XVIII, como suas belas rótulas. Pilar foi reconhecida como património histórico e artístico nacional em 1954, e estadual em 1980.

Equipamentos e infraestruturas

Habitação

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