Cachoeira e São Félix

Lat: -12.589107999916000, Long: -38.969086000975000

Cachoeira e São Félix

Bahia, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Segundo a tradição, os primeiros portugueses a chegarem à região foram Paulo Dias Adorno e Afonso Rodrigues, ainda em 1531. Em 1559, Mem de Sá expulsou os índios da região. Por volta de 1595, Álvaro Rodrigues Adorno, filho de D. António Dias Adorno, instalou‐se no sítio da atual cidade e estabeleceu amizade com os índios. Repetidos ataques indígenas às povoações vizinhas, na primeira metade do século XVII, não incentivaram o desenvolvimento local. Em meados desse século, o capitão‐mor Gaspar Rodrigues Adorno é enviado à região para desbaratar os silvícolas. Seu filho, João Rodrigues Adorno, se fixou no local, em 1654, reconstruindo a primitiva residência‐forte e ermida. Em 1674, é criada a freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Cachoeira. Com base em carta régia de 1693, é instalada em 1698 a Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, a segunda da Bahia. A produção de açúcar no vale do Iguape foi o alicerce de sua economia até o início do século XIX. Situada no limite de navegação do Paraguaçu, na fronteira entre duas regiões económicas com‐ plementares, o Recôncavo e o Sertão, convergiam para São Félix, distrito situado na outra margem do rio, duas importantes vias: a Estrada Real de Gado, que descia do vale do São Francisco, e a Estrada das Minas, que se dirigia à Chapada Diamantina e às Minas Gerais. Durante o século XVIII, a cidade experimentou um grande desenvolvimento, quando era alto o preço do açúcar e abundante o ouro de Rio de Contas. Assim, Cachoeira se transformou em empório de uma vasta região interiorana. Na primeira metade do século seguinte, o fumo dos tabuleiros vizinhos e os diamantes de Mucugê e Lençóis se impõem na exportação do porto. Sua liderança política nas lutas pela Independência lhe valeu ser sede da Junta Governativa e depois do Governo Provisório. A elevação da vila de Cachoeira a cidade se deu em 1837. Mas, na segunda metade do século, Cachoeira começa a declinar. Em 1855, a cólera mata 3.000 pessoas na cidade e 8.500 na comarca. A partir do último quartel do século, a situação melhora com a valorização do fumo e a realização de grandes obras públicas, como a Estrada de Ferro Central da Bahia, a Ponte D. Pedro II (1882‐85) ligando Cachoeira a São Félix, e a Hidroelétrica de Bananeiras (1907‐20). Mas, em consequência disto, Cachoeira perde toda a margem direita do rio, com a criação da Vila de São Félix, em 1889. No segundo quartel do século passado, Cachoeira perde quase um terço de sua população, em decorrência da crise fumageira e da interligação das ferrovias baianas e abertura de estradas de rodagem, que roubam da cidade sua função de ponto de transbordo obrigatório e empório do sertão. O primitivo povoado surgiu no início do século XVII, sobre a colina de Ajuda, em torno da casa e da capela de um engenho, cons‐ truídas por Álvaro Rodrigues Adorno, em 1595. A povoa‐ ção logo se expandiu pelos terraços formados pelo Paraguaçu. Com a fundação do convento carmelita, na primeira metade do século XVIII, a povoação se expande em direção a sudeste. Cachoeira e São Félix formam um só organismo urbano, desenvolvido ao longo de duas matrizes lineares paralelas ao rio, ligadas pela Ponte D. Pedro II. A cidade foi alagada muitas vezes pelo rio até a construção de uma represa na década de 1980. Depois de um século de estagnação, as duas cidades retomam, lentamente, o crescimento com a construção da Hidrelétrica de Pedra do Cavalo e implantação de unidades da Universidade Federal do Recôncavo. Cachoeira é classificada pelo IPHAN.

Arquitetura religiosa

Equipamentos e infraestruturas

Habitação

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