Laguna

Lat: -28.482618006939000, Long: -48.781498987686000

Laguna

Santa Catarina, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Foi a partir da Vila de São Vicente que se deu o processo de ocupação das terras do litoral de Santa Catarina. De São Vicente é que Domingos de Brito Peixoto partiu no último quartel do século XVII, com a tarefa de povoar o Sul; os autores divergem na data, que teria sido 1676 ou 1684. Chegando na protegida laguna, que fica exatamente no extremo meridional da linha de Tordesilhas, resolve, após derrotar os nativos carijós, estabelecer uma povoação no local e para tal constrói uma capela de taipa dedicada a Santo António dos Anjos. A escolha do sítio não poderia ser mais propícia. Aquela laguna constituía o penúltimo porto natural de quem desce a costa em direção à bacia do Prata; a partir dali só se tem outro ponto favorável na entrada do Rio Grande, duzentas e cinquenta milhas abaixo. A posição estratégica fez de Laguna um pólo irradiador de colonização da região: dela partiram expedições para a conquista e o povoamento de São Pedro do Rio Grande do Sul. É a terceira povoação portuguesa no litoral de Santa Catarina. Em 1714, numa clara estratégia da coroa portuguesa para reforçar os portos de apoio ao abastecimento da Colónia do Sacramento, o povoado é elevado à categoria de vila. De facto, as medidas decorrentes da nova situação do povoado só foram efetivadas com a presença do ouvidor Rafael Pires Pardinho que, em viagem de correição em 1720, fez provimentos quanto ao arruamento, rossio e novas construções da vila. Em 1749 a vila, que contava com 183 fogos, recebe o primeiro grupo de casais açorianos. O sitio onde foi implantada a vila é um anfiteatro natural protegido pelos morros da Glória e do Mato Grosso. Foi nesse eixo da praia, hoje constituído pelas ruas Raulino Horn e Gustavo Richard, que se estabeleceu inicialmente a povoação. É um excelente exemplar do urbanismo regulado português. As quadras são cordeadas a partir da praia, e vão sendo lentamente ocupadas. A planta da vila, do início do século XIX, mostra essa estrutura regulada, mas ainda parcialmente ocupada. A Igreja Matriz, implantada a uma certa distância da praia, tem acesso direto à laguna por uma rua mais larga que as outras da vila. O destino da cidade esteve sempre ligado às desventuras da Colónia do Sacramento e aos caminhos que, partindo do Rio Grande, alcançavam os planaltos do Paraná e de São Paulo.

Arquitetura religiosa

Equipamentos e infraestruturas

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