Igreja de Nossa Senhora da Candelária

Igreja de Nossa Senhora da Candelária

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Arquitetura religiosa

A Irmandade de Nossa Senhora da Candelária foi criada no Rio de Janeiro, ainda no século XVII, tendo erguido uma capela na várzea em frente ao mar, local da atual igreja. Atribui‐se a sua origem a uma promessa feita por António Martins Palma, comandante de um navio, e sua esposa Leonor Gonçalves, durante uma forte tempestade. Em 1634, a capela já era sede da freguesia da Candelária, a segunda criada na cidade. Na segunda metade do século XVIII, a irmandade resolve construir uma nova igreja, a partir de um projeto realizado em 1775 pelo engenheiro militar Francisco José Roscio. É a mais monumental igreja do centro do Rio, fruto do empenho da Irmandade da Candelária, da qual participavam os mais ricos comerciantes da "Praça" do Rio de Janeiro. As obras se arrastaram de 1775 a 1889, com a participação de vários arquitetos e engenheiros de renome no século XIX, sendo que do projeto original só restou a fachada. Seu extenso alçado principal é equilibrado pela compartimentação feita através do revestimento em cantaria das pilastras, da cimalha, dos painéis e nas cercaduras das portas, janelas, e do frontão triangular. O coroamento bulboso das duas torres sineiras é revestido por azulejos. É um excepcional exemplar de fachada de traço mais erudito da arte luso‐brasileira do final do século XVIII no Rio de Janeiro. A igreja de nave única passou, com as reformas do século XIX, a ter três naves com transepto em cruz latina. A situação atual da igreja, isolada de construção, é resultado das demolições feitas para a abertura da Avenida Presidente Vargas.

José Simões Belmont Pessôa

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