Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória

Oeiras, Piauí, Brasil

Arquitetura religiosa

Foi o primeiro templo regular do Piauí. Consta ter sido fundado pelo padre Miguel Carvalho em 1697 e concluído em 1733. Na origem teria sido um retângulo de 100 x 60 pés. No final do século XVIII apresentava-se com a frontaria constituída de duas janelas no coro e duas outras nas correspondentes prumadas, ladeando a porta principal, frontão reto, torre única, capela lateral, e adro. Construída em sólida alvenaria de pedra, destaca‐se monumental no flanco mais elevado, que desce ao Mocha. Enquadrada em traçado característico, embora não exclusivo, do modelo jesuítico, a ele se apegam a frontaria compartimentada, o típico frontão de catetos retos, cunhais e enquadramentos de cantaria; torres de base quadrada alinhadas, sendo uma de cobertura piramidal em pedra e a outra posterior, truncada na altura da cornija. Nessa, as molduras do óculo e da sobreverga da falsa porta marcam o gosto rococó, se distanciando das linhas mais duras do frontispício. Três portas de espessas almofadas dão para um interior despojado de sumptuosidade, com destaque para os cancelões das capelas laterais de torneados em fusos salomónicos, além de forro artesoado. Possui coro por cima da entrada e púlpito de madeira. Planta em cruz latina, definida por capelas laterais, suficientes para a celebração dos sacramentos. O templo era provido de ricas alfaias. Passou por grandes reformas em 1924, perdendo parte das características originais. A edificação foi classificada pelo IPHAN em 1939 e pelo Estado em 1992.

Olavo Pereira da Silva Filho

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