Igreja Matriz de São Cosme e São Damião

Igreja Matriz de São Cosme e São Damião

Igarassu, Pernambuco, Brasil

Arquitetura religiosa

O local onde está assentada a Igreja de São Cosme e Damião foi marcado por inúmeras lutas entre índios e portugueses, cujo empenho em povoar a região garantiria a segurança do limite norte da capitania de Pernambuco. Duas lendas permeiam a história da igreja dedicada aos santos: a cegueira de holandeses ao tentarem incendiar a construção no século XVII e, no século XVIII, a proteção da vila de Igarassu contra a peste que se alastrou por toda a capitania. Construída a mando do próprio donatário Duarte Coelho em 1535, trata-se de uma das construções protagonistas das telas, elaboradas por Frans Post, que retratam a Igarassu seiscentista, afigurando‐se, naquela época, como uma capela singela com frontão triangular e uma porta central, elemento que resistiu às reformas pelas quais passou ao longo dos séculos. A volumetria atual do edifício é de 1755, carregando também elementos arquitetónicos e decorativos oriundos de intervenções ocorridas durante o século XIX. O seu interior é marcado pelos quadros setecentistas que retratam as cenas da guerra holandesa e do cotidiano da cidade, compondo o espaço da sacristia e do coro, e pelo arco da capela, revestido de talhas em estilo joanino. Nos anos de 1950, suas feições barrocas foram substituídas pelos traços da arquitetura jesuítica, retornando aos padrões formais sóbrios do estilo maneirista. Carregando título de matriz, a igreja foi reconhecida como monumento pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional em 1951.

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