Mercado

Mercado

Diu, Guzerate, Índia

Equipamentos e infraestruturas

Desde o início do século XIX existiam no local imediatamente a sul do cais da alfândega de Diu um mercado e uma praça, onde se encontrava o pelourinho, que tem inscrita a data de 1770. A entrada neste espaço era feita através de dois arcos: o da Porta de Mar e o da Terra. Segundo Miguel de Paiva Couceiro, governador de Diu entre 1948 e 1950, o largo estava rodeado de muros que vedavam terrenos particulares, e as estruturas antigas encontravam se em ruínas. Com o acordo dos proprietários,foram derrubados os muros e construído um novo mercado, seguindo o desenho das antigas arcadas e balaustradas. O Novo Bazar, como era chamado na época, terá ficado concluído pouco depois da saída do governador. O Mercado organiza ‑se em dois espaços complementares: praça, onde os comerciantes montam os seus pontos de venda livremente, e edifício, que encerra o espaço da praça para o lado do mar, onde se organizam por debaixo das arcadas em bancadas que se abriam para o exterior. O edifício tem acrescentos para o lado da praça e, recentemente, as arcadas do lado do mar foram encerradas com uma grelha que o tornou mais compacto e alterou substancialmente o seu modo de funcionar. Apesar de estas alterações terem complicado a leitura das relações que a estrutura original criava entre a cidade e o mar, continua a ser possível constatar ter sido uma das obras arquitetónicas mais interessantes do ultimo período de governação portuguesa em Diu.

Alice Santiago Faria

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