Pedestal Monumento Diogo Gomes

Pedestal Monumento Diogo Gomes

Bissau, Guiné-Bissau | Golfo da Guiné | São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau

Urbanismo

A partir da segunda metade dos anos cinquenta, simultaneamente ao processo de desenvolvimento das estratégias de obras públicas no âmbito do GUU para a cidade de Bissau, é desencadeado um vasto programa de aformoseamento urbano, manifesto na requalificação de praças e largos, com a colocação de estatuária evocativa do Império.

Bissau, cidade formal de traçado organizado, desdobra-se em múltiplas praças, com menor expressão urbana que a praça do Império, quase sempre assinaladas com monumentos comemorativos, e cujo plano iconográfico é bastante completo. A homenagem a Diogo Gomes ocupa a praça da Alfândega.

O famoso excerto do canto VII dos Lusíadas de Luís Vaz de Camões serve de tapete ao pedestal hoje vazio da estátua de Diogo Gomes, atualmente depositada no Forte de Cacheu. A inscrição, no entanto, permanece: Navegador ao serviço do Infante D. Henrique.

O pedestal foi inaugurado em 1958, e o seu projecto é da autoria do GUU (1951-1957), não estando assinado, talvez por se tratar de um projeto-tipo corrente. Nas peças desenhadas que compõem o processo, depreende-se a forma de um prisma quadrangular com secção de 2,3 m2 que assenta numa base escalonada definida por peças em pedra de 0,6 m, e com a área total de 32,4 m2.

Com a independência, as estátuas na capital guineense são retiradas, permanecendo somente o "Monumento ao Esforço da Raça", depois renomeado para "Monumento aos Heróis Nacionais" na antiga praça do Império, atual Praça dos Heróis Nacionais.

Ana Vaz Milheiro

Os Gabinetes Coloniais de Urbanização: Cultura e Prática Arquitectónica.
(PTDC/AUR-AQI/104964/2008)

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