Liceu Nacional de Macau (antigo Asilo dos Órfãos ou das Inválidas)

Liceu Nacional de Macau (antigo Asilo dos Órfãos ou das Inválidas)

Macau, Macau, China

Equipamentos e infraestruturas

O Liceu Nacional de Macau foi criado em 1894, tendo passado por diversas instalações provisórias até se estabelecer, em 1924, no Antigo Asilo dos Órfãos ou das Inválidas, localizado no Tap Seac. Os trinta e quatro anos de permanência neste edifício fizeram com que seja mais conhecido como Liceu do que como Asilo.

O edifício, que começou por albergar o Asilo dos Órfãos, criado em 1900, foi mandado construir pela Santa Casa de Misericórdia, sob a responsabilidade do engenheiro Abreu Nunes ou da Direção de Obras Públicas por ele dirigida. A instituição acabaria por ser extinta por motivos económicos, em 1918, assim permanecendo até 1932, data em que o Asilo renasce e ocupa um novo espaço.

Depois de o edifício do Antigo Asilo vagar, o Governo adquire a propriedade à Santa Casa da Misericórdia e instala nele o Liceu Nacional de Macau. O edifício tem dois pisos com a entrada aberta ao centro da fachada principal. O acesso às salas, localizadas no centro, era feito por meio de galerias, abertas para o Tap Seac, que as protegiam das condições climatéricas. Para desempenhar com maior eficácia as funções de escola, foi construído um ginásio num anexo.

Em 1947, no relatório sobre o Liceu, declara-se que as condições e a localização, num cruzamento de vários eixos viários, não eram as mais adequadas para o funcionamento da escola, tendo ficado decidida, logo em 1952, a sua transferência para novas instalações. Nesse relatório estabeleciam-se diversas comparações entre os liceus de Macau, de Goa e as novas instalações do congénere de Lourenço Marques. Curiosamente o processo e a arquitetura dos liceus de Goa e de Macau apresentam algumas semelhanças, embora o de Goa seja posterior.

O Liceu abandonou o edifício do Antigo Asilo em 1958, passando a ocupar instalações próprias com a designação de Liceu Infante D. Henrique (1956‐1958). Por seu turno, o edifício do Asilo foi ocupado pela Repartição dos Serviços de Saúde e Assistência e pela Delegacia de Saúde. Embora a escadaria de acesso ao primeiro piso se mantenha aproximadamente no mesmo local, fotografias da época, publicadas no Anuário de Macau de 1927, permitem verificar que foram feitas grandes alterações no interior do edifício. Hoje, sede do Instituto Cultural de Macau, continua a ser um dos edifícios públicos mais imponentes da cidade.

Alice Santiago Faria

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