Centro de Saúde

Centro de Saúde

Díli, Díli, Timor

Equipamentos e infraestruturas

O Centro de Saúde de Díli começou a ser construído em 1954, ao abrigo do I Plano de Fomento Ultramarino (1953-1958) para o território de Timor. O projeto inicial, solicitado pelo Governador de Timor, foi realizado, no Gabinete de Urbanização do Ultramar, pelo arquiteto José Manuel Galhardo Zilhão e remetido para a colónia, em 1952, juntamente com outros estudos preliminares de equipamentos para implantar em Díli. Seguindo-se à elaboração do Plano Geral de Urbanização de Díli (1951), estes estudos e projetos urbanísticos e arquitectónicos demonstravam a vontade do Governo em investir na reconstrução da capital que, à época, ainda se encontrava em ruínas, por consequência da ocupação japonesa durante a II Guerra Mundial, e que carecia dos equipamentos mínimos fundamentais para o seu funcionamento.

O projeto do Centro de Saúde previa a construção de dois edifícios: um corpo principal, reservado para consultórios e serviços de farmácia, e um anexo para funcionar como depósito e garagem. O edifício principal desenvolve-se a partir de uma planta em V que, no cruzamento das duas alas, desenha a esquina entre a antiga Rua Formosa (atual Avenida Cidade de Lisboa) e a Travessa da Bé-fonte. A entrada abre-se no ponto de encontro das duas fachadas compostas por galerias exteriores e protegidas, da incidência solar, por meio de grelhas. Em 1956, parte da verba do Plano de Fomento foi direcionada para a construção do edifício de anexos: um corpo de formato alongado disposto perpendicularmente ao limite da rua. Em 1966, de acordo com o relatório de execução do Plano Intercalar de Fomento, o anexo seria adaptado para funcionar como farmácia do Estado. Em 1957, foi atribuída verba para construção de um centro materno num edifício independente, posicionado na continuidade da ala norte-sul do edifício principal, de desenvolvimento ao nível do rés-do-chão por meio de uma planta em H, apresentando fachada tripartida, orientada para a travessa. Em 1959, neste último edifício instalou-se a Missão de Combate às Endemias que acabaria por sofrer adaptações, em 1969, para funcionar como Delegacia de Saúde.

Isabel Boavida

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