Edificações

Edificações

Prazos do Zambeze, com o Luabo, Zambézia, Sofala, Manica, Moçambique

Habitação

No primeiro quartel do século XX, diversas edificações atestavam a permanência das antigas habitações agrorurais dos prazos (cujo modelo ou tipo mais antigo surge na gravura do Occidente, representada no Prazo Marral como um casarão com dois pisos, com ampo telhado, em planta quadrada, dentro da linha arquitetónica dos solares rurais portugueses de Seiscentos ou Setecentos), ou a sua modernização com construções já de expressão oitocentista: neste caso, eram casas térreas avarandadas, com a cobertura telhada cobrindo essas varandas a toda a volta, e apoiada em finos pilares. Os casos mais notáveis são os seguintes. A casa do Prazo Carungo, próximo de Quelimane, estava arrendada a Francisco Gavicho de Lacerda em 1906, sendo um dos três prazos ainda sobreviventes em 1921, fora das companhias modernas. A casa Villa Germaine, em Tangalane, existente em 1905, com características análogas à de Carungo, mas com vãos e lintéis curvos e uma cobertura mais ampla e sanqueada, o que deve denotar maior antiguidade; integrava a plantação da Companhia do Madal (desde 1903), e situava-se junto da Praia de Zalala. A Vila Valdez, mais interessante e diferente, a norte de Quelimane, no Licungo, um dos antigos prazos arrendados por Pedro de Campos Valdez aos antigos prazeiros (Macuse e Licungo), e integrado na Companhia do Boror (1898), de que foi um dos fundadores. O conjunto agrorural surge nos anos 1920 com uma cintura murada, ao gosto tardo-romântico da época, com ameias coroando os muros, arco ogival e guaritas cilíndricas, denotando talvez o aproveitamento modernizado de uma antiga aringa prazeira fortificada.

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