Equipamentos e Infraestruturas

Equipamentos e Infraestruturas

Luena [Vila Luso], Moxico, Angola

Equipamentos e infraestruturas

A cidade do Luso continha edificações qualificadas, com uma arquitetura moderna, ou seguindo o chamado estilo Estado Novo (como os Correios, o Palácio do Comércio e o Governo do Distrito), sendo a Rua Governador Hortêncio de Sousa a via onde estas se localizavam em maior número. Contendo a Associação Comercial desde 1952 e com apenas um piso, o Palácio do Governo viria a ser ampliado por subsídio do Governador‐geral e, depois de construído mais um piso, em 1954, viria a absorver a Câmara e o Tribunal. Utiliza uma "linguagem neo‐solarenga de inspiração setecentista [...] com o seu largo telhado de quatro águas e beiral, marcado pelo pórtico central e simétrico da fachada". Frente ao edifício, situava‐se (antes da independência) o Jardim Salazar. Tal como os restantes edifícios do género no país, serviu primeiramente o governo colonial, passando depois a ser sede do governo angolano. A maior fase de crescimento do edificado em Vila Luso ocorre nos anos 1950, quando se inicia a construção do Aeroporto e do edifício dos Correios. É ainda erigido o Luso Hotel (atual Hotel Luena), de desenho moderno, da autoria de Luís Talequim da Silva, que recentemente foi remodelado e recuperado. É também aberta a primeira agência do Banco de Angola (onde estava o Café Universo), atualmente sede da Angola Telecom. O Cine-Teatro Luena começou a funcionar em 1956 (e foi recentemente recuperado). A nova edificação da Câmara Municipal foi projetada por Francisco Castro Rodrigues. Este crescimento do edificado mantém-se relativamente constante, tendo sido acrescentados equipamentos de lazer como a Piscina do Ferrovia, concluindo-se finalmente nos anos de 1970 e sendo inaugurada a Estação dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (onde se destaca a fachada, com pérgola ondulada sobre a entrada, em betão, pontuada pela torre do relógio, e os cais, com galerias em betão armado, de cobertura ondulada sobre pilares-cogumelo de um lado e as de cobertura horizontal corrida sobre pilares do outro), em frente à qual foi erigida uma estátua a António José de Almeida. A destruição que se iniciou com a guerra pós-independência foi, contudo, arrasadora, tendo grande parte destas estruturas ficado praticamente irreconhecível. As habitações foram mais poupadas e alguns edifícios foram recentemente objeto de obras de conservação, como o Hospital e o Governo Civil. No edifício dos Correios, apenas a ala das telecomunicações está operacional e a Escola Industrial continua a funcionar.

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