Forte

Forte

Chaporá, Goa, Índia

Arquitetura militar

A construção do atual Forte de Chaporá foi começada em 1717, no início da governação do vice ‑rei conde da Ericeira (1717 ‑1720), após as forças portuguesas haverem reconquistado as terras de Bardez, que se encontravam em poder dos maratas desde os anos oitenta da centúria anterior. A sua conclusão, no entanto, só viria a ocorrer mais tarde, durante o governo de Francisco José de Sampaio e Castro (1720 ‑1723), o que levou Pedro Dias a defender que pelo menos a parte final da obra seja da responsabilidade de Francisco Xavier da Fonseca, engenheiro do Estado da Índia. Situada na margem direita do Rio Chaporá, a fortificação destinava ‑se não só a defender a entrada da barra, mas também a procurar travar as incursões maratas para lá da linha de água, que demarcava o limite setentrional dos territórios de Goa na altura. Articulava, nessa frente defensiva, com as suas congéneres de Alorna, Arabó e Colvale, também elas localizadas ao longo do seu curso. Implantada num alto outeiro que domina o estuário do rio, apresenta uma forma bastante irregular, em resultado da adaptação à topografia do terreno. As muralhas são entrecortadas por cinco baluartes e três portas, embora apenas a principal e que se encontra virada a sul tivessem serventia, dadas as enormes dificuldades de acesso às demais.Ocupada em 1739 pelas forças maratas dos bhonsles, foi reconquistada dois anos mais tarde pelos portugueses. No início do século XIX, com o Forte de Chaporá já votado ao abandono, edificou ‑se um pequeno fortim à cota ribeirinha, a nordeste das estruturas preexistentes. Perto deste fortim, foram edificados em 1857 um cais, uma alfândega e ainda uma residência para um capitão, iniciativa do major engenheiro Possidónio Joaquim de Faria, de acordo com Ricardo Michael Telles. Esta posição à borda de água foi igualmente desguarnecida nos últimos anos do século XIX.

Sidh Losa Mendiratta

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