Casa da Fazenda Babilónia

Casa da Fazenda Babilónia

Pirenópolis, Meia Ponte, Goiás, Brasil

Habitação

O mais importante exemplar da arquitetura rural goiana foi construído nos primeiros anos do século XIX. Numa época em que a mineração não era mais responsável pela movimentação de capital, a agricultura na capitania de Goiás dava seus primeiros passos mais sólidos, incentivada pelo comendador Joaquim Alves de Oliveira - proprietário do Engenho São Joaquim, atual Fazenda Babilónia. Edificada num declive, apresenta em sua fachada frontal características da casa bandeirista, no entanto foi utilizado como sistema construtivo a gaiola de madeira, vedada por paredes de pau‐a‐pique (substituída por adobe em alguns pontos). O casarão comportava a sede e a fábrica de engenho. Há muitos anos o engenho foi desativado, no entanto algumas peças daquela época podem ser vistas em exposição na casa, que é constantemente visitada por grupos escolares, pesquisadores e visitantes em busca da história da fazenda e de Pirenópolis. Além de centro receptivo, é residência da família Lopes Machado. A edificação passou por readequações funcionais, conservando no entanto sua unidade. Destaque para a capela, cujos bens integrados estão sendo restaurados pelo IPHAN, e para a bela varanda posterior, com suas divisórias balaustradas que ajudam no conforto térmico da casa. Foi classificada em âmbito federal e estadual. Em visita por Meia Ponte no início do século XIX, Pohl hospedou‐se no casarão e descreveu o conjunto do engenho como um dos maiores do Brasil.

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