Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte

Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte

Goiás, Vila Boa de Goiás, Goiás, Brasil

Arquitetura religiosa

Alguns edifícios de Goiás ganharam ar de monumentalidade devido à sua implantação. Esse é o caso da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, inicialmente nas proximidades da Casa de Câmara e Cadeia e que foi transferida para um extremo do Largo da Matriz. As obras do novo templo foram iniciadas pelos militares que, anos depois, doaram o edifício inacabado à Irmandade dos Homens Pardos. Foi concluída em 1779. Externamente, trata‐se do exemplar de maior expressão do barroco goiano. Possui frontispício trabalhado com volutas e elementos florais, em bela composição com o restante da fachada, que apresenta duas janelas simples, uma janela de balcão entalado central no nível do coro, e grande porta central térrea. De frente à igreja sai todos os anos, na Quarta‐Feira Santa, a Procissão do Fogaréu. Da Rua da Fundição têm‐se acesso à entrada do Museu de Arte Sacra da Boa Morte - uso atual da edificação. Esse pátio apresenta pequeno jardim, um poço e torre sineira de estrutura autónoma de madeira. Em seu interior apresenta soluções não convencionais se comparada aos demais edifícios religiosos goianos, composta por nave octogonal, formada pela disposição dos altares laterais e composição do coro (Goiás (GO), Igreja de Nossa Senhora do Carmo). A igreja serviu como catedral de 1864 a 1967, período em que a Catedral de Sant’Anna estava arruinada. Um incêndio em 1921 destruiu parte do templo. Foi transformada em museu em 1968, com destaque para as imagens de Veiga Valle, renomado escultor goiano do século XIX. A edificação é protegida por legislação federal e estadual.

Nádia Mendes de Moura

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