Igreja de Santa Rita dos Pardos

Igreja de Santa Rita dos Pardos

Parati, Rio de Janeiro, Brasil

Arquitetura religiosa

A igreja remonta ao ano de 1722, quando uma irmandade de homens pardos libertos iniciou a sua construção sob a invocação do Menino Deus, de Santa Rita e de Santa Quitéria. Por falta de recursos para terminarem as obras, passaram a mesma para a Irmandade de homens brancos da Gloriosa Santa Rita de Cássia, que completou a igreja em 1748. As primitivas imagens do Menino Deus e de Santa Quitéria ainda se encontram conservadas na igreja. Construção em pedra e cal, de nave única com uma torre lateral típica da arquitetura religiosa do litoral fluminense. Na lateral da nave há uma varanda ligando a sacristia ao campanário, que se abre para um pátio interno onde se localiza o Poço de Santa Rita e o antigo cemitério. Apesar da simplicidade comum a todas as igrejas da região, temos aqui um maior requinte no frontão em curva, no desenho caprichoso das vergas e sobrevergas das janelas e da portada, e nos pináculos que encimam os cantos do frontal e da torre. O interior apresenta talha rococó da segunda metade do século XVIII, policromada de ocre, verde e rosa. A cimalha da capela‐mor é pintada num raro marmorizado preto, combinando com o hábito agostiniano de Santa Rita. Identificada como obra de artistas açorianos, que já haviam trabalhado na Igreja Matriz de Florianópolis e que depois de Parati subiram o caminho do ouro, executando obras nas igrejas de Cunha e Guaratinguetá. A igreja abriga o Museu de Arte Sacra de Parati, onde estão expostas as alfaias pertencentes às três irmandades da cidade: Santa Rita, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Nossa Senhora dos Remédios.

José Simões Belmont Pessôa

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