Igreja e Convento de Nossa Senhora da Penha

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Penha

Vila Velha, Espírito Santo, Brasil

Arquitetura religiosa

O franciscano de origem espanhola Pedro Palácios chega na capitania do Espírito Santo em 1558. Inicia, nesse mesmo ano, a construção de uma pequena capela dedicada a São Francisco num planalto existente (Campinho) no morro junto à vila do Espírito Santo. Em 1568, com a ajuda dos moradores de Vila Velha, constrói outra capela, essa dedicada a Nossa Senhora da Penha, na parte mais alta do morro, sobre uma penedia a 154 metros de altitude. Mesmo após a morte de Frei Palácios, em 1570, a capela continua a ser reformada e ampliada pelos moradores da região e vira um centro de romaria. Os descendentes de Vasco Coutinho doam aos franciscanos o Morro da Penha em 1589. O convento propriamente dito só será construído a partir de 1650, obedecendo ao risco de Frei Sebastião do Espírito Santo, com nove celas para os religiosos, duas para hóspedes, varandas, corredores e oficinas. No século XVIII são feitas novas obras de restauração e acréscimo no conjunto da Penha, que dão ao convento a feição que ele tem hoje. Neste período, o caminho dos romeiros é novamente calçado, e construído no sopé do morro, o portão de gosto barroco que dá acesso ao santuário. O sítio da Igreja e Convento da Penha é singular no conjunto de construções conventuais realizadas pelos portugueses no Brasil. A sua posição, no alto de uma penedia, faz dele um raro mosteiro acastelado na América Portuguesa. No interior da igreja de nave única, destacam‐se o painel de Nossa Senhora das Alegrias que se encontra à direita na nave e foi trazido por Frei Palácios em 1558, e a imagem de Nossa Senhora da Penha no altar‐mor, trazida de Portugal em 1569. Notáveis também os retábulos em cedro, que são do último quartel do século XIX, obra do escultor português José Fernandes Pereira.

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