Habitação

Habitação

São Cristóvão, Sergipe, Brasil

Habitação

Assim como ocorria na maioria das cidades luso‐brasileiras, o acervo de arquitetura civil de São Cristóvão constitui‐se de casas térreas e sobrados geminados, formando sequências de edifícios que definem o alinhamento das ruas e demais espaços públicos. Quanto às técnicas construtivas, pode‐se identificar o uso da taipa, do adobe e da alvenaria de tijolos que, provavelmente, predomina. Muitos dos exemplares remanescentes datam dos séculos XVIII e XIX. Este acervo resulta da função da cidade enquanto primeira sede administrativa de Sergipe, bem como da condição económica que toda a capitania alcançou devido à produção do açúcar. Tais fatores favoreceram a fixação da população e o crescimento no número de residências em São Cristóvão. Nas principais praças e ruas da cidade, identificam‐se alguns agrupamentos de casas mais relevantes ou sobrados com tratamento arquitetónico especial. No mais, o conjunto edificado é composto por construções simples e despojadas. Próximo à Igreja Matriz, encontram‐se sobrados que datam, certamente, do século XVIII, caracterizados por uma densa massa edificada, vãos com vergas retas ou em arco abatido, beiras sustentadas por cachorros ou cimalhas. Na antiga Praça da Matriz, é relevante o sobrado que tem um balcão corrido ao longo de toda a fachada, com estrutura de sustentação em madeira e guarda‐corpo vedado por balaústres. Outro sobrado com balcão corrido, mas de menores dimensões, encontra‐se na Rua Messias Prado. No entorno da Praça São Francisco, sobressaem os sobrados que abrigaram, no passado, a Assembleia Provincial e o Palácio Provincial (atual Museu do Estado). Estes datam do século XVIII, assim como as demais casas térreas que integram este conjunto.

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