Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

São Cristóvão, Sergipe, Brasil

Arquitetura religiosa

A partir do século XVIII, a formação de irmandades começa a ser uma prática comum no Brasil, também adotada pelos escravos africanos que se convertiam ao catolicismo. Entre os negros, as irmandades com devoção a Nossa Senhora do Rosário foram frequentes, ocorrendo em toda a colónia. Em São Cristóvão, sendo instituída a irmandade, foi fundada esta igreja, cuja construção teve início em 1746, coincidindo com a época em que o desenvolvimento da indústria açucareira fazia chegar à região grande número de escravos. O edifício remete ao tipo de arquitetura religiosa produzida no Brasil nos primeiros tempos da colonização, sendo isto bem evidente em seu frontispício delimitado por dois cunhais de pedra, tendo uma só porta, duas janelas do coro e um óculo no tímpano. Apenas as cercaduras dos vãos, em pedra, contrastam com a alvenaria branca. Do lado da Epístola, há uma torre baixa com coberta de telha cerâmica, em quatro águas. A volumetria externa denuncia claramente sua distribuição espacial. Está constituída de nave e capela‐mor, que definem o corpo principal da igreja, de pequena dimensão. A este se anexam uma pequena capela dedicada a São Benedito, comunicando‐se com a nave, através de uma arcada. Ao lado da capela‐mor há uma sacristia, que tem inscrito no lavabo o ano de 1743. Possui três retábulos, sendo dois pequenos altares laterais situados na nave e o altar‐mor. Germain Bazin os classificou como uma continuidade da produção rococó e neoclássica vigente na Bahia, reproduzida de forma "grosseira" pelos artesãos de Sergipe. Por seu valor histórico e arquitetónico, esta igreja foi classificada pelo IPHAN em 1943.

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