Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus

Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus

Laranjeiras, Sergipe, Brasil

Arquitetura religiosa

Em 1790, os moradores da povoação das Laranjeiras solicitaram à rainha D. Maria licença para construir uma capela sob a invocação do Sagrado Coração de Jesus. Quando, em 1824, a população requereu que Laranjeiras fosse desmembrada da freguesia de Nossa Senhora do Socorro, justificava ser esta uma decente e rica capela erguida às custas do povo e com património suficiente para servir de Matriz. Somente a 6 de fevereiro de 1835, foi criada a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, e a antiga capela passou a ser a Igreja Matriz. Em documento datado de 1843, consta ainda não haver sido concluída, mas já requeria reparos. Era tão pequena que não acomodava a décima parte da população da então vila de Laranjeiras. Antes de sua elevação a sede paroquial, a igreja era administrada pela Confraria do Santíssimo Coração de Jesus, mas tornando‐se matriz, foi caindo em ruína. No entanto, por ser o local considerado o melhor para a Matriz, houve a intenção de ampliá‐la, ocupando parte do terreno do cemitério, em anexo. Somente em 1905, ocorreu a reforma e ampliação deste templo. Nesta ocasião, foram abertas arcadas na nave central, incorporando‐se‐lhe os antigos corredores laterais, aumentando, assim, o espaço interno. Atualmente, sua planta está constituída de naves central e laterais, capela‐mor ladeada por duas sacristias e, ao fundo, um salão paroquial. Perpendicular à nave central, ao lado do Evangelho, está a Capela do Santíssimo, com entrada por uma rica porta em madeira e vidro. A decoração interna denota a época da ampliação da igreja, com pinturas nas paredes da nave central e na capela‐mor, e guarda‐corpo com gradis de ferro no coro e tribunas. Sua fachada principal está enquadrada por duas torres com terminação em bulbo e revestimento em azulejo. O corpo central é definido por uma cornija que arqueia ao centro, envolvendo um pequeno óculo. Um frontão com volutas faz o coroamento desta fachada. Por seu valor histórico e arquitetónico, esta igreja foi classifi‐ cada pelo IPHAN, em 1943, incluindo todo o seu acervo.

Maria Berthilde Moura Filha

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