Igreja de Santa Teresa e Casa de Oração (Ordem Terceira do Carmo)

Igreja de Santa Teresa e Casa de Oração (Ordem Terceira do Carmo)

João Pessoa, Paraíba, Brasil

Arquitetura religiosa

Segundo Honor, o terreno da Igreja de Santa Teresa pertencia ao Convento do Carmo, tendo sido doado à Ordem Terceira em 1717. Cinco anos depois, foi iniciada a construção, cujo frontispício estava concluído em 1732. Em 1758, solicitou‐se a abertura de alicerces para sacristia, casa de oração e carneiro (espaço para sepultamentos). Em 1797, o sepultamento do governador J. J. de Melo e Castro na Igreja atesta a importância da irmandade carmelita leiga na sociedade local. O atual aspecto exterior da igreja, de um rococó plenamente maduro, é da segunda metade do século, provavelmente posterior à fachada da igreja conventual - houve, portanto, uma reconstrução. O interior é ainda posterior, com talha rasa, detalhes dourados sobre fundo claro, e elementos de transição para o neoclássico. Em que pesem o mau estado de conservação e o mau juízo emitido por Bazin, este interior é o melhor conjunto rococó da Paraíba, dada sua completude. Persiste a talha das tribunas, dos altares colaterais e do retábulo. O arco‐cruzeiro, em cantaria, é excepcional: diferentemente de seus similares na igreja conventual e na igreja de Nossa Senhora da Guia, nele não se aplica o léxico ornamental rococó sobre uma estrutura pesada, barroca; o próprio elemento arquitetónico torna‐se esguio, com curvas suaves que se sucedem sem arestas, e que não desaparecem sob a decoração. Preservam‐se também os forros: sob o coro, estão Santa Teresa, ajoelhada diante de Cristo, e os patronos de outras ordens religiosas; sobre a nave representam‐se passagens da vida da santa; e na capela‐mor, bustos de santos ligados à ordem, entalhados. A capela‐mor é delimitada por uma estrutura de madeira. Assim, a sua cobertura apoia‐se nas paredes laterais, que conduzem à sacristia, com seu lavabo de cantaria. A casa de oração, austera, tem balcões voltados para o exterior que correspondem ao aspecto da igreja. Ambas as edificações foram classificadas pelo IPHAN em 1938. Em 1982, a fachada da igreja foi restaurada. Entre 1999 e 2005, houve revisão da cobertura e restauro parcial da capela‐mor. Já a casa de oração passou, entre 1986 e 1989, por consolidação estrutural, reconstrução de alvenarias e substituição de cobertura e esquadrias.

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