Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá ou Forte de Orange

Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá ou Forte de Orange

Itamaracá, Pernambuco, Brasil

Arquitetura militar

A Ilha de Itamaracá, parte da antiga capitania de Pêro Lopes de Souza, deveria possuir um sistema de defesa lusitano, que vigorou até ser tomada pelos holandeses em 1631. Nesse ano, a gente da Companhia das Índias Ocidentais iniciou, na entrada sul do Canal de Santa Cruz, a construção de uma fortificação em "terra" (taipas e faxinas). O forte chamado de Orange pode ser visto em representações gráficas holandeses. Em livro do humanista Gaspar Barléus (Amesterdão, 1647), dedicado ao governo de João Maurício de Nassau (1637‐1644), se inseriu um mapa da ilha com a fortificação e seu hornaveque. Com a tomada do forte holandês pelo Terço das Ilhas, comandado pelo mestre‐de‐campo Francisco de Figueirôa, ele foi reconstruído (1696) em pedra e cal pelos portugueses. A nova construção, bem maior e mais alta, envolveu a antiga. O Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, em prospecção realizada em várias etapas, desde 1971, encontrou parte daquela for‐ tificação holandesa, inclusive sua porta principal executada em alvenaria de tijolos. Objetos de uso diário dos holandeses, munições e canhões de vários calibres, foram localizados. A construção atual é lusitana e, parece, nunca foi totalmente concluída. O Forte de Santa Cruz, seu nome português, é construção com quatro baluartes, capela e quartéis protegidos pelas cortinas. Sobre o portão monumental de acesso estão as armas de Portugal. O forte faz parte do complexo turístico da ilha. O lugar é muito visitado e a fortifica‐ ção, parcialmente restaurada, contém um pequeno museu.

José Luiz Mota Menezes

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