Banco Nacional Ultramarino (atual Banco de Moçambique)

Banco Nacional Ultramarino (atual Banco de Moçambique)

Beira, Sofala, Moçambique

Equipamentos e infraestruturas

Foi inaugurado em 9 de setembro de 1954. Foi seu arquiteto o engenheiro José Figueiredo Correia do Vale (1907-?). O edifício foi construído ao gosto art déco tardio, monumentalizado, de expressão pesada, acentuando as suas linhas verticais com o ritmo das pilastras.
Uma descrição coeva apresenta o edifício deste modo: "A estrutura é toda em betão armado (utilizaram-se dois mil e duzentos metros cúbicos deste material) e assente em 280 estacas também de betão armado. As três frentes são revestidas exteriormente de granulite, que nos dá a impressão dum revestimento em cantaria de granito. A cobertura tem um isolamento constituído por três camadas de material, depois de impermeabilizada com ‘laytkold’. Além disso, utilizou-se, pela primeira vez em construções nesta cidade, a ‘vermiculite’, cuja ação principal é defender o interior do edifício contra a intensidade dos raios solares, em climas tropicais. Nada menos que 250 toneladas de ferro se gastaram na construção, não falando no ferro fundido da rede de esgotos. Uma cave extensa guarda as casas-fortes, ficando no rés-do-chão instalados os serviços que têm necessidade de mais estar em contacto com o público. No segundo andar, ficam instalados outros serviços do Banco e espaço para futuras necessidades, provenientes da expansão e desenvolvimento do Banco. No terceiro andar situam-se as residências da Administração, Inspecção, Gerência, Chefe dos Serviços e guarda-livros, sendo facilitado acesso aos andares superiores por meio de dois magníficos e potentes elevadores, cujo custo orçou pela casa dos 500 contos" (Diário de Moçambique, jornal, Beira, 09.09.1954, pp. 6 e 7).

António Sopa

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