Igreja de Nossa Senhora do Amparo (Capela Imperial do Amparo)

Igreja de Nossa Senhora do Amparo (Capela Imperial do Amparo)

Diamantina, Minas Gerais, Brasil

Arquitetura religiosa

A Irmandade de Nossa Senhora do Amparo, que reunia os homens pardos, foi instituída oficialmente em 1773, quando começou a construção da igreja. A obra se arrastou por muitos anos, devido às dificuldades financeiras dos irmãos. Como a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, apresenta torre sineira única, colocada em posição central, no eixo da portada; no topo do telhado piramidal há uma graciosa grimpa, com um galo pousado sobre esfera armilar. A fachada possui um só plano - ou seja, não é dividida em vários módulos por esteios de madeira, como os outros templos da cidade. Por outro lado, apresenta soluções típicas de Diamantina, como a cimalha saliente, que contorna todo o edifício, e as guarnições dos vãos e cunhais em madeira pintada com cores fortes. Esta igreja pode ser associada à de São Francisco de Assis no que diz respeito ao frontão e à decoração da portada, constituídos por elementos ornamentais em madeira recortada, provavelmente do século XIX, quando a torre precisou ser reconstruída (1818). O emblema sobre a porta (cartela com brasão do Império do Brasil, enquadrada por dois anjos) foi acrescentado pouco depois da Independência, quando o templo recebeu o título de "Imperial Capela". Internamente, merece destaque o presépio doado à irmandade, em 1797, por Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Sua fatura data do final do século XVIII, com talha pintada pelo artista local Caetano Luiz de Miranda, e uma delicada decoração, na qual foram usadas centenas de conchinhas das minas de salitre da região. A respeito dos retábulos, sabe‐se que, em 1780, Silvestre de Almeida Lopes ofereceu‐se para realizar gratuitamente o douramento da capela-mor; em 1790, a irmandade contratou o mesmo artista para o trabalho dos altares colaterais. Segundo Lúcia M. de Almeida, Nossa Senhora do Amparo era a padroeira das mulheres grávidas do Tejuco, e a cada nascimento fazia‐se repicar alegremente o sininho de Nossa Senhora do Parto, situado no lado direito da torre. A pintura do forro representa o Divino Espírito Santo, cuja festa - uma das mais tradicionais da cidade - é realizada anualmente nesta igreja.

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