Corpo de Bombeiros

Corpo de Bombeiros

Macau, Macau, China

Equipamentos e infraestruturas

O Serviço de Incêndios de Macau existe, de modo informal, desde 1851. Até à criação do primeiro Regulamento dos Serviços de Incêndio de Macau, em 2 de maio de 1883, os serviços eram prestados pelos próprios moradores, bem como pelo pessoal das fábricas e das lojas. Com efeito, o Regulamento dos Serviços de Incêndio, publicado a 10 de agosto de 1883, conferiu ao serviço um carácter oficial, regular e organizado: constituído por um efetivo de 60 pessoas, instalar-se-ia no antigo Convento de S. Domingos. Em 1914, passou a integrar a Direção das Obras Públicas. No ano seguinte, há lugar a nova reorganização e os serviços de incêndio passam a ser coordenados pelo Major de Infantaria, João Carlos Craveiro Lopes. Em 1916, já existiam três estações em Macau. A Taipa e Coloane tinham também os seus próprios postos de incêndio.

Em 1920, foi aprovado o projeto para a construção de um novo edifício-sede, implantado na esquina da Estrada Coelho do Amaral com a Rua do Repouso, oficialmente inaugurado em 6 de outubro de 1923. A partir dessa data, o corpo de bombeiros deixou de estar dependente do Leal Senado e da Câmara Municipal das Ilhas para integrar novamente o Governo da Província e passar a designar-se Corpo de Salvação Pública. Carlos Rebelo de Andrade, que esteve em Macau como arquiteto da Direção de Obras Públicas entre 1918-1921, é referido Eduardo Bairrada como o autor deste edifício.

Em 1939, passa a ser uma corporização militarizada e transita de novo, em 1946, para a tutela do Leal Senado e adopta o nome de Corpo de Bombeiros Municipal. Em 1976, as Forças de Segurança de Macau passaram a incluir na sua orgânica o Corpo dos Bombeiros. O edifício que, desde 1920, abrigava o Corpo de Bombeiros sofreu obras de remodelação para nele se instalar um espaço museológico dedicado aos bombeiros de Macau. O Museu foi inaugurado em 1999 e encontra-se classificado como edifício de interesse arquitectónico.

De planta retangular e dois pisos, o quartel dos bombeiros apresenta uma estrutura arquitectónica clássica, realçada pelos elementos decorativos. A fachada principal tem um alçado tripartido, com a zona central rusticada, e um frontão triangular onde ainda hoje se pode ler "Corpo de Bombeiros".

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