Jardins Centrais de Macau

Jardins Centrais de Macau

Macau, Macau, China

Equipamentos e infraestruturas

O conjunto dos Jardins Centrais de Macau (1991-1999) inclui o designado Jardim das Artes, ao longo da Avenida da Amizade, o Jardim Comendador Ho Yin e o Jardim Dr. Carlos d’Assumpção, perpendiculares ao primeiro, localizados nas zonas do ZAPE (Zona de Aterros do Porto Exterior) e do NAPE (Nova Zona de Aterros do Porto Exterior). No total a zona verde formava um continuo natural que se estendia ao longo de 7,5 hectares.

O desenho dos jardins assenta numa base geométrica e conta, em simultâneo, com elementos decorativos de matriz portuguesa e chinesa. Com efeito, a par dos relvados e zonas arborizadas de densidades diversas, junta-se a calçada portuguesa com reinterpretações de desenhos antigos. Os percursos são pontuados aqui e ali por pequenas construções que recordam os tradicionais pavilhões chineses; e as fontes e os lagos, atravessados por caminhos sinuosos, surgem em locais onde o jardim se abre e o sol penetra sem obstáculo.

Por entre os três jardins que compõem este conjunto, de autoria do gabinete de Arquitetura Paisagista de Francisco M. Caldeira Cabral e Elsa Matos Severino, o mais conhecido é, sem dúvida, o Jardim das Artes, que deve o nome a um conjunto de esculturas que aludem a figuras célebre de Macau. O jardim tem início na rotunda que liga a Ponte da taipa e é ladeado por diversos casinos. As intervenções que se tem sofrido, ocupando o espaço verde e dificultando o acesso ao jardim, são o reflexo da pressão imobiliária a que esta zona está sujeita. Em 2005, iniciou-se o debate sobre o futuro dos jardins, que ainda hoje está em aberto e discutindo-se, na atualidade, a possibilidade de passar a ser uma zona de construção imobiliária, uma realidade cada vez mais próxima como demonstram as intervenções que se têm sucedido. Em 2012 a implantação de um mercado no Jardim das Artes era uma das hipótese em debate.

Alice Santiago Faria

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