Messe para Funcionários Solteiros

Messe para Funcionários Solteiros

Díli, Díli, Timor

Equipamentos e infraestruturas

A Messe para Funcionários Solteiros começou a ser construída em 1953, ao abrigo do I Plano de Fomento Ultramarino (1953-1958) para o território de Timor. O projeto inicial, solicitado pelo Governador de Timor, foi desenvolvido, no Gabinete de Urbanização do Ultramar, pelo arquiteto Mário de Oliveira e remetido para a colónia, em 1952, juntamente com outros estudos preliminares de equipamentos para implantar em Díli.

Seguindo-se à elaboração do Plano Geral de Urbanização de Díli (1951), estes estudos e projetos urbanísticos e arquitetónicos demonstravam a vontade do Governo em investir na reconstrução da capital que, à época, ainda se encontrava em ruínas, por consequência da ocupação japonesa durante a II Guerra Mundial, e que carecia dos equipamentos mínimos fundamentais para o seu funcionamento. Com efeito, Díli carecera, desde sempre, de habitações para os funcionários deslocados para a colónia no cumprimento das mais diversas funções, ficando muitas vezes instalados em casas de palapa, em precárias condições de conforto e higiene.

Foi neste contexto que se procedeu à construção da residência coletiva para funcionários, inserida num conjunto mais vasto de edifícios reservados ao alojamento de militares destacados na capital que englobavam não só edifícios de tipologia residencial como também equipamentos de apoio à habitação (refeitório, etc.). Mário de Oliveira desenhou uma habitação com capacidade para oito funcionários, térrea, de traçado simples, planta retangular e cobertura de telha. O piso é implantado a alguns centímetros acima da cota do terreno, solução encontrada para fazer face ao elevado nível freático do solo. Os funcionários dispunham de quarto individual com saleta e acesso a casa de banho e duche partilhados. A galeria exterior era compartimentada por paredes que conferiam a cada quarto um espaço privativo ao ar livre. Atualmente, a leitura original do edifício perdeu-se com a construção posterior de anexos adossados às fachadas.

Isabel Boavida

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