Arquitetura Militar

Arquitetura Militar

Safi [Safim, Çafi], Norte de África, Marrocos

Arquitetura militar

Quando os portugueses tomaram Safim encontraram várias obras de defesa, algumas ainda pertencentes ao período almóada. Apesar de algumas obras iniciais que começaram em 1508, foi só após o cerco que os portugueses sofreram durante os anos de 1510 e 1511 que o monarca se decidiu a não se perder mais tempo. Daqui decorreu o envio dos irmãos Diogo e Francisco Arruda, logo em 1512, para projetar as obras do castelo existente e das muralhas da cidade, dado que o perigo imediato vinha do interior. Se depressa se decidiu, rapidamente se mobilizaram os meios necessários, pois Diogo Arruda chegou a dirigir uma equipa que compreendia quarenta e quatro pedreiros, cinco taipeiros e mais oitenta e seis operários não especializados, o que dá uma ideia da prioridade que foi dada a estas obras.
Além dos Arruda, sabe‐se que trabalharam em Safim vários "mestres‐de‐obras de pedraria", entre os quais se conhecem os seguintes: João Luís (1513‐1524), Luís Dias (1524‐1526), Garcia de Bolonha (iniciou funções em 1526) e Lourenço Argueiros. A maior parte das obras foi realizada e projetada no reinado de D. Manuel, tendo porém algumas delas terminado já no tempo de D. João III, como é o caso do grande baluarte e a imponente couraça a norte da cidade, da responsabilidade de Lourenço Argueiros. Durante o reinado deste último monarca, a maior parte das obras projetadas, quase sempre de reforço ou manutenção, como as projetadas para a muralha, acabaram por não se efetuar e, como se sabe, a cidade foi abandonada.
Desde 1922, os castelos do mar e o de terra e, em 1923, as muralhas, foram classificados como monumentos históricos, indicando a assunção por parte das autoridades da responsabilidade pela sua conservação e valorização.

Loading…